Círculos

Caminhantes tolos
Rondando os mesmos passos
Seguindo as mesmas pegadas
Andando em circulos
Talvez sem pensar
Talvez sem saber
Como cegos jogados no mundo
vendados aos olhos dos outros
Transeuntes que passam em ruas
Calçadas que se perdem sob a chuva
Profetizando as desgraças
E a fé de quem tiver a melhor oferta
Temendo o amor por não conhecê-lo
Alienados em seus próprios mundos
Pequenos e rasos como suas mentes
Escuros e abafados como seus egos e orgulhos
Jogos de azar são nossas vidas
Onde o lance dos dados nunca será nosso
Nos vemos felizes
Máscaras que cobrem as falhas e erros
Que não podemos mostrar
Onde vemos nossos amores
Metamorfoseados em nossos piores inimigos
Nos medos que não enfrentamos
E o frio da noite passa a ser
Perceptível aos olhos
E a pessoa que amei tem olhos vazios
Procuro suas mãos para que aqueça as minhas
Mas as encontro tão frias
Como a noite de inverno em que me perdi
A sua procura
Tento desfazer seu coração
Agora em pedra
Mas não quer mais ser lapidada
Quero te reconhecer em outros rostos
Quero sentir teu perfume em outros corpos
E não consigo
Procure meus rastros
Pergunte ao pó por onde andei
Se quizer me conhecer dê sua mão
Lute ao meu lado
Sorria as besteiras que tem pra me dizer
Chore os desagrados em meu peito
Procure consoolo em meus braços
E o amor que quero tanto soprar em teus ouvidos
Viva ao meu lado
Sofrer agora é mero detalhe.
(24/10/05
15h56min – 21-01-2010)

Anúncios

Deixe um comentário

Arquivado em Poesias

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s