Uma Foto no Espelho ou Dissertações de Face Espelhada

Quem sou eu? Já não mais importa. Pesgunta essa que jamais me fiz, onde estou isso já não faz mais sentido, aliás sentido é o que nunca mais vi em coisa alguma.

Vivi muito antes de você nascer e talvez esteja aqui quando você partir. Você não sabe quem eu sou, apesar de sempre me ver, você não sabe ou talvez só me ignore. Sou capaz de atravessar o tempo embora nunca saia do lugar. Estou aqui há tanto tempo que nem sei mais…

Aprendi a amar teu sorriso, quando me vê ao acordar de manhã. Sempre repito teus gestos tentando chamar tua atenção, mas você nem percebe, mesmo olhando para mim com demorada displicência. Mostro a ti suas falhas, mas teimas em escondê-las, sabe que nada é definitivo…

Estou sempre aqui, fiel, amigo e confidente, mas não posso responder aos teus apelos, e quando digo não ouves minha voz. Não sou fruto da sua imaginação, mas mostro a ti o que sua imaginação não pode conceber. Mostro-lhe a realidade nua e crua, mas de modo virtual, pois a verdade é sempre cruel quando encarada.

Este sou eu e esta é minha Sina. Esperando horas a fio para te ver, sonhando com o dia em que você irá me quebrar…

(26/12/2007 – 16h02min)

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3 Comentários

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3 Respostas para “Uma Foto no Espelho ou Dissertações de Face Espelhada

  1. Lindo o texto *—* Muito bonito mesmo, mas triste. Eu gostei, apesar de tudo *-*

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