Ontem à Noite

Ontem à noite o caminhante se perdeu uma vez mais
Ontem a noite perdeu-se todo o sentido de tudo
Ontem à noite eu lembrei seu rosto e seu perfume
Ontem à noite eu lhe escrevi estas palavras
Ontem à noite eu passei despercebido por ruas e becos
Ontem à noite as águias deram lugar aos morcegos
Ontem à noite o céu chorou a chuva de um mundo triste
Ontem à noite a noite foi tão profunda e superficial
Ontem à noite eu lhe escrevi outro poema
Ontem à noite o futuro não existe e o presente agora é eterno
Ontem à noite o passado deixou de lembrar e foi esquecido
Ontem à noite o fim de tudo passou e deixou seu doce perfume de morte
Ontem à noite aquela valsa deixou de tocarOntem à noite você me seguiu e eu me rendi a sua presença
Ontem à noite a noite era fria, como frio era seu corpo.
Ontem à noite as luzes se apagaram em todos os lugares
Ontem à noite eu não pude atravessar o labirinto até seus lábios
Ontem à noite eu criei asas e fui a sua procura
Ontem à noite eu voei além das fronteiras da mente
Ontem à noite o brilho cálido da lua derreteu minhas asas de cera
Ontem à noite eu caí no abismo de minhas dúvidas, inerte
Ontem à noite sua força me ajudou a voltar à realidade
Ontem à noite eu pude admirar seu belo rosto
Ontem à noite estávamos longe de tudo e de todos
Ontem à noite eu senti a doçura em seu olhar
Ontem à noite eu pude enfim dormir em paz
Ontem à noite eu sonhei com o mel de seus beijos
(11-02-06
10h58min 25/01/2010)

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