Cartas – 04

24/07/2005

Seu perfume me faz delirar, me traz uma paz tão grande. Você me fascina, princesa desse meu reino sombrio, seus cabelos de fogo, seus olhos de um fulgor radiante me seduzem. Quem será você, dama de meus sonhos mais profundos, que irradia a paz com sua tão nobre presença? Queria eu, mais que tudo, saber…
Quero ser feliz, nada mais…
Tento ser gentil, mas algumas pessoas não entendem, não quero lutar em uma guerra tão tola, mas se não for possível lutarei o quanto puder para alcançar meus objetivos, para ter o que (e quem) quero.
Palavras soltas não fazem textos, ações dispersas não fazem uma pessoa…

Fico perdido em sonhos, não consigo ver a realidade, fora do ar com uma TV sem antena…
09/08/2005

Tenho medo de não conseguir alcançar o que, mesmo em pensamento, tanto almejo. Medo de não encontrar alguém para mim, para poder viver ao invés de me esconder, de fugir para longe de seus olhos de vidro, olhando através de mim com se eu fosse um prisma, distorcendo a realidade em cores psicodélicas.
Paisagens que me vem à mente, com a lembrança das terras longínquas as quais nunca visitei, é assim que me sinto, é estranho não saber o que fazer agora. Perdi muito, e pelo jeito perderei mais ainda.
De todas as formas tentei esquecer, mas não sabia que seria assim, uma maneira de pagar pelos meus erros sofrendo.

Lutar para conseguir algo e não conseguir é o mesmo que nunca ter tentado.

Sinto teu perfume, mesmo estando longe, e me perco em sonhos, desguarnecido de razões e almejando seu rosto. Quisera eu ser mais do que penso estar a seu lado, viver este sonho (já que disso não passa), deveras insano e incompreendido de estar com você, dama de minhas ilusões e de mim. Às vezes não acredito no que escrevo, que isso seja verdade, mas volto a eles sabendo que o fiz com amor e sinceridade, e que não sou eu quem deve neles acreditar, e sim apenas quem com as palavras procuro…
Não brinque com o amor, ele brincará com você. Na ilusão dos pensamentos retorna a alusão que um dia fiz a sua presença, a presença de quem não sabe seu papel em minha vida, e que teimo em não revelar a verdade.

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