Cartas – 06

14/08/2005

Bom dia…
O sol nasceu uma vez mais, nos coroando com mais um amanhecer, me fazendo pensar que não somos bons, nem maus, mas sim a harmonia entre as duas, como penumbra entre luz e sombra, no meio de tudo, cabendo a nós decidir qual o extremo que queremos para ficar…

Bem-vindo a realidade…

Passei o dia pensando nela, passei a tarde sonhando acordado, pensando no que dizer a ela, no frio que sentia ao ouvir seus passos, fruto de minha mente, por seus olhos, seu rosto, seus cabelos longos, negros como a escuridão de seus pensamentos…

“Não somos amados por sermos bons,
Somos bons por sermos amados”

Esqueça o que disse antes, não posso ficar aqui esperando alguém que me de a mão e me ajude a levantar, não posso esperar a compaixão de alguém que me trata assim…
Eu não quero vê-la assim, parada me olhando como se não fosse nada, assim triste, eu não quero mais! Se for para ficar sozinho, eu ficarei não te, problema, apenas saiba que você já foi especial para mim…

“Vieste do pó, ao pó hás de voltar”.
15/08/2005
21h04min

Olhando seus olhos consigo me enxergar, em um lugar que sei que nunca vou estar Dizer que nunca mais irei-te ver é me enganar, mas vou fazer o possível para fazê-lo…
Não entendo a felicidade de quem tanto quero bem despertou em mim um sentimento estranho. Tudo é difícil de entender, espero que um dia eu possa ser perdoado por meus erros.

“Não, eu não posso lembrar que te amei
Não, eu preciso esquecer que sofri
Faça de conta que o tempo não passou
Que tudo entre nós terminou
E que a vida não continuou…
Para nós dois
Caminhemos
Talvez nos vejamos depois”.
(Rodrigo Fonseca)

Sinto-me só, em meio a tantos corpos, dilacerados pelo medo de perder a lembrança que temos, ou tivemos, de nossas vidas e do que fizemos dela.
Estou perdido entre escombros, pedindo perdão a sua sombra por deixá-la, por partir antes de dizer tudo o que penso, por dizer adeus quando queria dizer até logo.
Estou triste e nada poderá me animar, apenas a pessoa que me deixou assim, que saiu deixando a porta aberta, deixando o vento frio entrar…

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