Cartas – 07

19/08/2005
13h35min

Não sei o que fazer, nem dizer, eu busco a paz, mas só encontro a traição nos seus olhos profundos, estou só e não posso, pois não deixam, olhar e ficar impassível com tudo isso…
Não sei por que continuo a escrever, não sei se tenho razão em não procurá-las, pois se não me procuram, porque eu não devo fazer o mesmo?
Disse muitas coisas que não deveriam ser reveladas, coisas tão tolas, que gostaria de esquecer, de ter mantido em segredo, já que não querem, nem devem, acreditar em mim…

24/08/2005
22h03min

Não consigo entender essas lágrimas frias proferidas por esse rosto vazio. Esta estátua de sal, que sempre esteve a me vigiar agora não liga mais para mim, talvez porque seja muito bom um pouco de paz antes da morte iminente.
O sangue que agora esvai de minhas mãos não voltará, e o que resta serão os cortes feridos por meus próprios pensamentos e ações deixados de lado, mas registrados para poder repensar a respeito em um amanhã que pode nunca chegar.
Quando a chuva se misturar as lágrimas saiba que o mundo também chora, e que o motivo que me leva a agir dessa forma é você, e mais ninguém.

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