Vem cá

Como se ficar olhando resolvesse. Apoia-se nas pernas frágeis enquanto olha a tudo com olhos grandes, impressionados. Novidade, tudo muito bonito, ao que parece, ou talvez engraçado, pois ri-se de tudo. Não pode nem ouvir a voz dela que desata em rir, risada boa, satisfeita, sincera, calor confortável, abrigo. Agora venha até mim, será mesmo tão dificil?

Chamo com voz firme, porém doce, sabe que estou aqui, vê e se delicia, tudo pra você é graça, não é mesmo? Pernas bambas, ainda precisa de apoio. Frio na barriga, boa sensação estranha, ver o mundo girar, aumentar, crescer. Meu mundinho de pernas tortas e pés pequenos. Chão novo, mundo novo, tombo novo, alma velha, olhos profundos e suaves. Voz de veludo que apóia, olhar atento que segue, pilar, força guardiã que guia, que chama. Um passo, um tropeço. Apoia-se nos bracinhos, ri-se todo, como pode achar tanta graça? Repetir pequenos erros até o primeiro e talvez não tão firme primeiro passo. Agora é o primeiro passo, amanhã começa a jornada.

Inicio de tudo.

(17/02/2011 1h09min)

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1 comentário

Arquivado em Contos

Uma resposta para “Vem cá

  1. Muito lindo seu escrito!
    Vi a foto se mexendo, e rindo, crescendo para o novo começo, do que nunca terminou!

    Abraços do Elfo!

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