Revolução!

Hoje sonhei. Há quem apenas durma ou nem isso.

A sequencia de imagens e fatos que se desenrola normalmente não se escolhe, e muitas vezes tudo se parece em câmera lenta. Nesse dia tudo me parecia como os quadros de Monet, tudo parecia mais vivo, mais próximo, porém menos nitido e difuso, ameaçador.

Ainda era noite quando levantei de meu abrigo, sob o som dos estampidos, tão comuns nesses anos todos. Levantei com os protestos das pistolas e o rangido de meus ossos gelados, depois da noite ao relento, vesti meu casaco surrado, e apalpei os bolsos atrás de meu velho relógio de bolso, unica prova de meu passado, que guardava com certo carinho, apesar do perigo e da vontade pungente de jogá-lo fora, aquele relógio ainda salvaria minha vida, e vesti o coldre com a pistola roubada, era mais fácil conseguir a munição do inimigo, então todos nós usávamos as mesmas armas que eles. Ainda me sobravam poucos minutos, olhei ao redor. Meu cantil perto da cinta bem presa, contei as balas do revólver e saí para o dia que marcaria minha vida para sempre. O

Sobretudo Vermelho –
Relatos de Dimitri Leonov ou
Revolução!

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Arquivado em Livros, O Sobretudo Vermelho

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