Inocência

Hoje percebi o que tenho evitado pensar à algum tempo, o que venho ignorando, esquecendo, mas que sempre volta à tona. Perdi minha Inocência. Talvez carregue para sempre um pouco da minha ingênuidade perene, minha infantilidade inata e meu romantismo incurável, mas não mais minha inocência.

Passei os ultimos dias tentando ignorar chamadas cansativas, telefonemas que nunca são para mim, as conversas enfadonhas e as pessoas, que mesmo as que me importam, ultimamente tem me machucado tanto, as poucas coisas que são realmente minhas e a sensação de vazio que insistem em jogar sobre mim. Não sei como deixei as coisas ficarem assim, não sei nem se a culpa é minha, não sei o que eu fiz, mas sei quem sou e quem devo ser, e nada mais além disso.

“Não me leve a sério, não me leve a mal
me leve para casa
Eu sou um bom rapaz, eu só bebi demais
preciso ir pra casa

Você me procurou, eu procurei dizer
que não valia a pena
Você não escutou, você me acusou
de estar fazendo cena

Não me leve a mal, mas eu não tô legal
quero ficar sozinho
Eu sou um bom rapaz, mas eu não sou capaz
de seguir o teu caminho

Você não sabe o que eu sinto
Você não sabe quem eu sou
A gente entrou num labirinto
Eu dancei, você dançou
Agora é tarde, já não tem mais jeito
já não tem saída

No fim das contas, a gente faz de conta
que isso faz parte da vida

Eu caí…, você caiu…, numa armadilha
A gente tenta se esquecer
mas todo mundo é uma ilha

Agora já é noite, já não faz sentido
ficar se iludindo
No fim das contas a gente faz de conta
que o mundo não tá caindo”

“‘Cause I’m just a soul whose intentions are good
Oh Lord, please don’t let me be misunderstood”

Precisei obrigar-me a me fechar em meus próprios problemas, insisti tanto nos problems proximos, desgastei-me tanto para no final não só ignorarem meus atos como julgaram mal. Não importa, não fiz nada para ser visto, nem para ter fama. Não farei mais nada sem que peçam, não é antipatia, apenas autopreservação. Já me alertaram antes, mas fui leviano demais em pensar que ainda haveria chance… e precisei de meses pra entender o que ele me disse.

Não estou aqui para agradar ninguém, mas se quiserem mesmo ajuda, esperem pela tormenta.

“Rosenrot oh Rosenrot
Tiefe Wasser sind nicht still”

(musicas: Todo mundo é uma ilha – Engenheiros do Hawaii. ‘Don’t let me be missunderstood – Santa Esmeralda’ e ‘Rosenrot – Rammstein’)

as traduções são
“Mas eu sou apenas uma criatura com boas intenções
Oh, Deus, por favor, não me deixe ser mal interpretado.”

e

“rosa vermelha, oh rosa vermelha

Águas profundas não são calmas”
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1 comentário

Arquivado em Contos

Uma resposta para “Inocência

  1. Não sei se minha “burrice” ainda me deixa entender algumas coisas… Mas posso dizer que talvez eu tenha entendido o que você quis dizer com tudo isso… Não posso te entender completamente, mas ao menos uma parte eu entendo.
    A única coisa que eu não sei, é a razão pela qual direi isso, mas algo me diz que não estou pronto para apreender o que você está passando, e muito menos para conseguir te ajudar com isso… Mas saiba que eu consigo sentir o que você sentiu.

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