Pra Ser Sincero (ou Depois Eu Respondo)

É o que parece, ando sem tempo. Desculpa esfarrapada né? Pra ser Sincero:

Horários de trabalho estranhos, falta de organização, ao menos a metade do que sobrou dos meus dias e o que faço com eles. É um processo, e isso deveria bastar, mas não creio que seja assim. Ando escrevendo pouco e me senti feliz, e ao mesmo tempo culpado, por ter sido cobrado por mais textos,  poesias ou qualquer coisa que possa brotar do solo fértil que é a minha mente. O tempo passa, e as coisas que digo talvez continuem sem fazer sentido, vai depender de quem me ve.

Reforma ortográfica que me persegue, e pensar que eu nunca aprendi a usar uma trema, aumento de passagem, coisas novas.

É, pedir passagem agora é mais caro, mas alguém sabe me dizer passagem de onde pra onde, ou de que para que? Muitas coisas passam por mim, e não posso olhar para todas. Uma pena.

Coisas novas, mesmo. Emprego, salário, rotinas que nunca tive. Pentelhar minha supervisora quando ela deveria fazer o mesmo, penso alto e tenho manias estranhas. Não consigo pensar em planos baixos, faço tudo na marra (me obrigo, mas não consigo me ver como subordinado, e é tudo minha culpa).

Primeiro salário, sensação boa estranha. Primeira compra grande, dificil me ver ansioso. Felicidade de ver chegar muito antes do esperado (é, agora tenho uma guitarra o/).

Continuo aqui, pensando aos poucos. Ritmo lento, saboreando aos poucos as novas sensações, espero poder expressar tantas mudanças em linhas, dificil me acostumar com certas coisas. Me considero um professor (perigo!), mas não me acostumo com ver alguém se sentir grato por aprender algo comigo, será que sou merecedor disso tudo? É realmente gratificante ver que as coisas que falo inspiram alguém, fico feliz, envergonhado e porque não perdido. Ainda aprendo a lidar com essas coisas. Enquanto isso a boa sensação estranha me persegue.

Continuo aqui, feliz, cansado e com pouco tempo. Até logo, preciso trabalhar. Não basta ser poeta, tem que saber enxergar, tem que saber sentir, tem que saber, o que mesmo?

P.S.: Aos poucos trarei textos novos, impressões sobre coisas que se me perguntarem não saberei de onde tirei, aliás, é melhor nem saber. O que vale é a inspiração, e o que posso trazer ao mundo. Na duvida, depois eu respondo.

Melhores ventos nos trarão de volta.

Terra de Gigantes
Engenheiros do Hawai
Composição: Humberto Gessinger

Hey mãe!
Eu tenho uma guitarra elétrica
Durante muito tempo isso foi tudo
Que eu queria ter

Mas, hey mãe!
Alguma coisa ficou pra trás
Antigamente eu sabia exatamente o que fazer

Hey mãe!
Tenho uns amigos tocando comigo
Eles são legais, além do mais,
Não querem nem saber
Que agora, lá fora,
O mundo todo é uma ilha
A milhas e milhas e milhas de qualquer lugar

Nessa terra de gigantes
Que trocam vidas por diamantes
A juventude é uma banda
Numa propaganda de refrigerantes

As revistas
As revoltas
As conquistas da juventude
São heranças
São motivos
Pr’as mudanças de atitude
Os discos
As danças
Os riscos da juventude
A cara limpa
A roupa suja
Esperando que o tempo mude

Nessa terra de gigantes
(tudo isso já foi dito antes)
A juventude é uma banda
Numa propaganda de refrigerantes

Hey mãe!
Eu já não esquento a cabeça
Durante muito tempo isso era
Só o que eu podia fazer
Mas, hey mãe!
Por mais que a gente cresça
Há sempre alguma coisa que a gente
Não consegue entender

Por isso
Só me acorda quando o sol tiver se posto
Eu não quero ver meu rosto
Antes de anoitecer
Pois agora lá fora

todo mundo é uma ilha
A milhas e milhas e milhas…

Nessa terra de gigantes
Que trocam vidas por diamantes
A juventude é uma banda
Numa propaganda de refrigerantes

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