O Despertar da Borboleta de Asas de Tempestade

Quanto tempo eu passei, quantos dias, quantas noites?
Cansado, vagando sem um rumo certo entre os escombros,
Procurando seus olhos de oceano
Tão profundos e belos, quanto traiçoeiros,
Sobrepujaste meu coração ajoelhado no escuro
Tropeçando em pensamentos tórridos
Sua voz era o calor que aquecia minha alma
Seu silencio é o frio que congela meu corpo
Emudeceste meu céu, agora nublado,
Não era você que me entendia sempre?
Olhei-me no espelho e vi um coração estilhaçado
Uma taça de cristal que tinge de sangue
A mão de quem ama
As flores morrerão uma vez mais
Mil anos luz a nossa frente
Flores morrem por um amor que não as pertence
Pelo amor dos homens que sangram por seus desejos
Tranque a porta que deixaste aberta ao sair
Diga que nunca me amou e me acorde deste sono fútil
Pois não quero mais teus braços
Deite minhas asas no fogo e respire minhas cinzas
Voarei de volta só pra ver
Tuas asas de cera derreter sob o luar cálido
Irei ver-te em teu leito eterno
Fria como agora
Para deixar-te a ultima rosa e o beijo que não me deste

Serei eu este anjo caído ao chão?
Serei eu este demônio sangrando aos seus pés?
Serei eu esse erro que a persegue?
Estarei eu de olhos vendados para o mundo?
Ou estarei eu apenas de olhos fechados para seu coração?)
(19/07/2006
16/07/2010 – 17h51min)

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