Paranóia

Agora tudo está tão alto
Acima da linha da vida
Sem pensar nas nuvens
Carregadas e tristes
Chorando sobre o mundo
Um mundo de sábios e loucos
Onde demônios andam livremente
Entre anjos e símbolos sagrados
Agora isso não importa
A marca que deixaste em meu corpo
A chaga em meu pescoço
Depois de seu beijo ardente
Carregado e sutil
Ainda queima em mim
A brasa desse beijo de morte
Em salas cinzentas
Neutras e estéreis
Depois de tudo
Você não está mais aqui
E o que descobri não importa
Não interessa mais
Esse sorriso bobo
Que guardei para lhe dar
Com medo de tudo
Mantendo o silêncio
Paranóico
Cuidado
Não sou quem você pensa
Quem sempre pensou que fosse
Apenas a olhá-la
Sozinho
Calado
Consumindo minha vida
Queimando retalhos de minha alma
A cada verso que escrevo
A cada carta sem destino
Não sou quem você pensa
Não és quem imagino
Não vivo sem motivo
É você que não entende
Sou eu que estou errado
E quem diz agora
Adeus
(05/05/2006 – 22h51min
19/11/2010 – 12h46min)

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