Silêncio


O seu silencio é quase sólido
E a solidão teima em bater minha porta
Tantas portas que abrem e fecham
E abrem caminhos de fuga
E fecham os caminhos até você
Fuga das coisas que você disse
Tua voz sedutora e mórbida
Sombria e ardente como a noite
Como as noites que passo em claro
Transparecendo meus sentidos nas cartas que escrevo
Cartas que nunca vou lhe dar
E lhe dei tanto sem nada ter em troca
Substituindo meus pensamentos por ti
E minha mente é como um quarto bagunçado
Onde me deito todas as noites
Como as sombras que no escuro ninguém vê
Você não vê o quanto lutei
Batalhas inúteis e sem razão
Sendo teu coração a razão de tudo
Coração tão frio como se fosse gelo
Como se fosse frio o que maltrata meu corpo
O corpo que um dia tiveste pra ti
E agora não tens mais nada
Nada, a não ser o silencio
(20/07/2007 – 12h12min
03/12/2010 – 12h26min)

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