Vampira


Velha não era
Jovem talvez
De cabelos de fogo
Ruivo escuro
E pele tão alva e sedosa
Como as pétalas da lótus

Corra para ver-se no espelho
Ela virá e vai querer entrar
Cada gesto seu
É como os séculos
Lentos
Que eu não sei viver
Deixe-se cair
E deite seu rosto
(talvez a chorar)
No cimento frio e no asfalto
Sinta a doçura frieza
Do sangue que lhe tortura
E ouça o brando assovio
Das serpentes de chuva
(25/08/2007 – 18h26min
08/12/2010 – 01h19min)

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