Sombras


Alguém que se esconde nas sombras do próprio destino
Que luta contra seu próprio ego nas horas vagas
Que impõe sua justiça com a lâmina de sua espada
Que te vê, assim como a todos como sombras
Meros transeuntes com o cheiro inebriante de sangue fresco
Alguém cansado de viver sem estar vivo
E de morrer tantas vezes
Quantas são as formas que ela me sorri

As sombras me chamam, assim como chamo teu nome
Clamando seu olhar sobre meu corpo frio
Tal qual a lápide sob a qual ela descança
Com sua pele branca e macia como a lótus
Sua boca vermelha e sedutora como a rosa de sangue
Que enfeita seu cabelo tão negro

Agora devo ir, oh nobre anjo sombrio
De asas tão negras como as sombras
Em que me escondo tão futilmente
Adeus meu eterno amor
Veremo-nos pela eternidade
Como eternos forma os momentos que tive ao seu lado
Agora tão ínfimos na eternidade de minha não-existência
Adeus minha eterna Dama de Sombras
(24/06/2008 – 20h19min
13/12/2010 – 23h52min)

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