Brasa


A sensação mortiça
Da água tão fria
Tocando a pele incandescente
As agulhas e o choque
Termicamente exasperado
As luzes piscam
Sempre nas mesmas cores
De 3 em 3 se mostram
E uma por uma se afastam
Isolando-me em minha incapacidade
Dignizada em palavras
Pelos transeuntes que passam
De feições foscas
Opacas
Devaneio meus erros
E me pergunto se um dia
Serei digno das respostas
Pras minhas perguntas
Sempre tão iguais
Como os olhares que me recusas
Procuro abrigo
Nos teus braços de fogo tão brando
Procuro quem é você
Nos teus olhos de fogo
Azuis
Vermelhos
Então acordo assustado
Sentindo as gotas de chuva tão fria
Em minha pele em brasa
(14/04/2008 – 7h08min
21/05/2009 – 22h05min)

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