Morte


Me diverte
Teu riso amarelo
Despreocupado
Teus olhos fundos e negros
Teu ar tão sem vida
E ainda assim sempre risonho

De te ver assusta
Os corações incautos
Riso é teu nome
Quando me vejo em espelhos
E supérfluos
És quem sempre fui
E quem nunca mostrei
Que só se saberá no fim
Quando se mostrar tão nua quanto sincera

Sinceramente me fascina tua cor
Tão branca
Quando te faltas o vermelho
O negro
E as tantas cores que podias ver

A tantos amedronta
A mim me tras uma lembrança
De paz
Silêncio
E a ternura ressentida
Os desagrados que se esquecem
E as mágoas que nunca mais ouvirá

Da terra que pisaste
Da terra que agora te consome
Do que um dia sentia
Agora é apenas sentida
Das redes que te seguiam
Te seguravam
Agora andam sem ti
E de ti fogem ou correm ao encontro

Serás sempre minha eterna amiga
Que tantas vezes sorri ao ver
E que espero nosso derradeiro encontro
(02/01/2010 – 12h24min
22/12/2010 – 12h28min)

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