Papel

O papel a mercê do vento
Entre farrapos
De asfaltos mal cortados
De pés descalços
E das mãos que suplicam moedas

Da metafora mal cimentada
Sobre as linhas toscas
Do papel que viaja
O rasgo no tempo
O laço sem nexo
E a dor que ninguém sente

Metades de metades
É o que se vê
Corações rachados
Asfaltos mal amados
Linhas tortas
No chão de vidro
No caco da alma de quem
Se perde em devaneios

Enquanto o papel queima
Sob o mesmo sol que te guarda
(03/01/2010 – 15h19min
22/12/2010 – 17/04min)

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