Liras e Cantos


Que de tantas vozes se fez Lira
Que de tantos desagravos se perdeu no tempo
Aquele que errou como humano
E humano foi até o fim

De tais vozes
Como o canto dos pássaros
Que coroam sua passagem
E do assovio das ninfas
Que anseiam do seu prazer

Faz-se poeta e louco
E como tal enfrenta os deuses
Das faces de pedra
Do senhor dos mortos
A lágrima que nenhum outro fez rolar

Do olho que perscruta atento
Das fiandeiras eternas
As quais a linha de sua vida se perdeu
Seus corações negros como o que há abaixo
De tantos sopros comoveu
Por amor pelo inferno caminha
Por amor não lhe resta saída
A não ser lutar por quem lhe é cara
Como andar sem olhar pra trás
Na sua longa jornada

Humano nasceu mesmo com sangue divino
E por sua humanidade tocam os sinos
Sua mente poeta
Sua loucura inerte
Inata como seus dons e sua força
O traem e no abismo incerto é onde se prostra
A duvida cerca sua mente
O erro permeia seus olhos

Procura por quem sofreu e amou tanto
E ao encontrar a perde para sempre
Pois seus olhos a condenam
Por não acreditar no acordo eterno

Vaga por ruas e florestas
Vinho embriaga sua canção inconsolada
Seu corpo violado
Sua alma dilacerada
Fadados a eternidade
Fitando o horizonte sem poder fechar os olhos
(21/01/2010 – 15h20min
23/12/2010 – 01h22min)

Anúncios

Deixe um comentário

Arquivado em Poesias

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s