Impressionista

Mesmisse
Vozes ecoando notas
Em papéis picados
De bilhetes e relatos
Que nunca vou te dar

Mesmisse
Original do caso
Acaso entre tantas cópias
Intensas Intensões
De copos cheios e cabeças vazias

Dedos e dados
Porções de agonias
De observadores reprocessos
Devassos papéis de pão
Farelos de tempos não vistos

Favelas
Mesas bagunçadas entre processos
Malditos garotos esquecidos
Perdidos nos escombros
Da própria ideologia

Sistemas
Matemáticamente literários
Entre brasas e braços
Esquece o aperto
Do lotação que cruza esquinas

Bonita
As face dos olhos que veem
Poesias e notas nas costas do tempo
Do velho mestre ela diz
E jáz em seu colar
Invisível e morta

Dorme
A mata, a prece
Os olhos de fogo
A poeira do tempo
Os faróis que passam
Ocultos pelos olhos que se fecham

São estas brechas
Os sonhos e as asas
Talvez temores despertos
Votos desfeitos à despeito
Do que decidi não ser.
(06/06/2010 – 22h53min)

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